terça-feira, 5 de abril de 2011
Criticando os macacos...
Autor: Ernest Cline
sexta-feira, 18 de março de 2011
Trágico e Real
"Se a gente consegue manter a sanidade e cumprir as normas e rotinas em que não acredita, é porque a lucidez faz a gente ver que a vida é tão banal, que não pode ser vivido como uma tragédia."
Trecho do filme argentino: "Lugares Comuns"
E parto pra banalização, porque discordo da desvalorização das coisas, das pessoas e principalmente da vida, ocorrida pela camuflagem de si mesmo.
Pessoas que se privam de viver buscando aceitação, criam essa lucidez "insana" de paradigmas que limitam seu tempo, seus espaços e suas relações. Tornam-se falsos, superficiais, fingidos, arteiros para que sejam dignos de aceitação.
Mas porque passar por cima de sua personalidade pra ser aceito por alguém?
Creio que ser aceito por alguém que entende você e lhe aceita tal qual for sua personalidade é mais válido do que viver num eterno baile de máscaras!
Autora: Laís Portela
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Não tem preço...
Dormir no chão... Não ter comprado outro colchão
Andar 10km na areia...Não ter comprado um quadriciclo
Dormir cheirando a fumaça...Não ter comprado comida pronta
Não ter energia e água encanada... Não ter ficado numa pousada
Ter a vista mais linda de toda a minha vida... Não ter usado Cartão de Crédito
Descobri o paraíso... Não tem preço
Existem coisas que o dinheiro não compra...
Para todas as outras... tente não usá-lo!
;D
Autora: Laís Portela
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Na briga pelo Poleiro
Só lhes faltam a longa crista e o grande rabo para tomarem o poleiro, mas estão quase lá. As mulheres já vêm buscando essa "elevação", contrariando o objetivo dos direitos iguais. Elas estão conseguindo elevar-se de verdade, mas apenas no mais alto dos poleiros, porque aos olhos dos "galináceos", sua reputação será enterrada no solo mais infértil de futuros relacionamentos.
Essa luta por ter os mesmos direitos foge totalmente do foco, que era conquistar o que era banido às mulheres e que lhe trariam benefícios. Porém a aposta na vulgaridade e no "oba-oba", estatisticamente, trouxe muita negatividade, principalmente pela grande mudança dos relacionamentos que agora se baseiam na falta de compromisso.
Isso acontece porque essas "revolucionárias" não se preocupam com a representação das mulheres e dando maior liberdade aos "galináceos" de descobri-la numa única vez, sem saborear a essência, sem respeitar o meio-tempo...Provoca nos homens uma menor entrega emocional, já que essas mulheres não assumem um posicionamento de seriedade e de comprometimento. Daí, como não é necessário lutar para tê-las, fica tudo mais fácil pra obtê-las da forma e no tempo que quiserem.
Visto isso, aconselho aquelas que se dedicam a descobrir os segredos dos mosteiros ou das maçonarias, a se juntarem a essas novas "revolucionárias", pois a luta é menos árdua e logo serão superiores aos homens... Pelo menos no poleiro.
AUTORA: LAÍS PORTELA (pra não deixar dúvidas... como tem acontecido! )
;)
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Morar Sozinho...
*vira
Só desconsiderem os erros de português!!!
:D
AUTORA: LAÍS PORTELA (texto, montagem, ...)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O Caminho

Não obrigue-o a calçar os pés!
Diga-o sobre o quão dificil será a caminhada: a dureza e a quentura do chão, os espinhos da estrada, as lamas do mangue, as lascas de pedra...
Alerte-o do que enfrenta-rá se não vestir os seus pés, mas não obrigue-o a calça-los!
Conte-o, também, do prazer do trajeto: pisar na areia, nas pedras frias de rolo, na grama, na água...
Fale dos perigos e das doçuras do caminho, mas não o deixe ir sem orientá-lo!
Não obrigue-o a calçar os pés, apenas mostre o caminho!
AUTORA: LAÍS PORTELA
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
pessoas mediocres X felicidade
Já me deparei diversas vezes com a pergunta... "Mas solteira... por que?!"
Como se fosse um crime ou como se não fosse por vontade própria, as pessoas tem que entender que tem gente que prioriza outras coisas na vida além de ter um "macho". ESTOU BEM ASSIM sem um "macho", sabia?!
Por que vivemos em uma sociedade em que tudo que foge do padrão é impróprio?!
tou cansada dessas discriminações...
qr saber?! V.S.F.!!
Sou mulher que faço engenharia sim!
Vegetariana sim!
Ateia sim!
Solteira sim (e muito feliz)!
E daí?! o que vocês tem com isso?!
E por que ao invés de falar de mim, vocês não vão atrás de um "macho"?!
Estão precisando!! ¬¬'
PS: precisava desabafar, porque aqui é fd!
se você sai sozinha (pra um lugar em específico... q não vem ao caso!! ¬¬'), só pode estar caçando... tou cansada disso!!!
domingo, 14 de novembro de 2010
Cabeça Desfeita
Retira-te do meu palco.
Aqui finda teu espetáculo
Que há muito foi túrbido,
Mas enfim torna-se lúcido
E partirás como veio,
Na fragilidade e no anseio
Na pobreza do meu ser,
Que esquecera de viver.
Que perdido encontrara,
Indagando a madrugada,
- Quão fiz de errado?
Foi que ouvira teu chamado
Adentrei em teu abraço,
Na falsidade do teu amparo,
E dizia-me que tinha a cura,
Pro padecimento da amargura.
Fui mergulhando no abismo,
E tu, tomando meu protagonismo,
Por fim, roubaste todo o espetáculo.
Está acabado nosso vínculo!
Eu reescreverei meu roteiro,
E nos teus braços traiçoeiros,
Não mais repousarei Dragão,
Agora faz-se minha, a atuação.
(Laís Portela)
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Do parecer culto...
Isso me foi dito, pelo simples fato de ter respondido à pergunta: Você já leu Nietzsche?A partir da resposta positiva, disseram-me a frase acima!
Discordei, mas não cheguei à discutir (acho que dá pra se saber quando a discussão chegará à algum lugar!! ¬¬') . Bom... discordo pelo fato de achar que apenas ler, não garante a ninguém ser culto. Creio que ser culto é saber interpretar o que é lido. De que adianta, por exemplo, ler "A Metamorfose" de Kafka e não entender a representação simbólica da barata... Não estou dizendo que quem não interpreta é ignorante... não mesmo, digo que o fato de não saber interpretar é o pouco entendimento de abstração, o que se adquire na leitura e interpretação de outros textos, poemas... elementos que utilizam de metáforas para abordar um assunto.
Achei um texto interessante sobre como parecer culto... o qual aborda até mesmo o fato de dizer aos outros que lê Nietzsche!
Guia para fingir inteligência
Este pequeno guia tentará dar algumas táticas simples para fingir erudição, cultura, etc.
Pintura

Lembre-se dessa regra simples: Toda pintura clássica é a relação do homem com Deus. Toda a pintura moderna é a relação do homem com o homem em um mundo sem Deus.
Se você está parado na frente de um quadro cheio de respingos, manchas e qualquer outra coisa que uma criança no pré faria, finja estar concentrado e se perdendo na “narrativa emocional tão presente nas pinceladas”. Diga que você quase pode sentir a pulsação do autor e sua frustração com o mundo moderno. Note que o pintor abandonou qualquer tentativa de mudar o mundo com sua arte e se concentra em mudar à nós, o seu público. E emende: “E atinge de forma exemplar seu objetivo”. Se tiver que citar uma pintura predileta não se arrisque muito, cite “Noite Estrelada” de Van Gogh ou qualquer um do Da Vinci.
Pintores que você DEVE gostar: Van Gogh, Magritte, Pollock, Caravaggio, Goya, Da Vinci.
Nota: Pessoas realmente inteligentes como você por terem um intelecto tão grande são extremamente seletivos, logo esnobar algum pintor de renome não é apenas natural como desejado, já que expressa personalidade. Critique Degas, Frida e Picasso (não importa qual você escolha diga algo como “o maior atraso para a pintura nos últimos 100 anos!”).
Filmes
Blockbusters são para acéfalos e para o entretenimento das massas. Pão e circo. Feito por uns fariseus que querem matar a sétima arte. Diga que nenhum diretor americano sequer chegou perto de “Morangos Silvestres” (você nem precisa saber nada, já que a maioria também não vai saber). Diga que um filme que apela para efeitos visuais sem fazer pensar é um desperdício de tempo. Mesmo que o conceito de “fazer pensar” seja totalmente arbitrário e definido por você.
Diretores que você DEVE gostar: Stanley Kubrick, Akira Kurosawa, Robert Altman, Woody Allen, Ingmar Bergman, os irmãos Coen, Michelangelo Antonioni e qualquer cara europeu.
Citações
Use citações sempre e sempre. Um indivíduo culto e instruído como você não precisa expressar seus próprios pensamentos e sua própria opinião, sendo que você sabe que houve pessoas célebres muito mais inteligentes e cultas que qualquer um na sala, que disse algo definitivo a respeito do assunto.
Nota: Se você encontrar alguém que esteja usando esta técnica o desafie. Pessoas cultas sempre têm duelos intelectuais, onde seus neurônios são postos à prova. Em algum momento diga: Como Voltaire disse: “Uma boa citação não prova nada”. O que é, em si mesma, uma citação e que portanto não prova nada, mas que por causa desse viés irônico e metalingüístico fará muito sucesso por ser pós-moderno.
Pensadores que você DEVE gostar: Nietzsche, Voltaire, Oscar Wilde, Einstein, Gandhi, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes e a unanimidade: Confúcio.
Aliás, Confúcio é meio que o Capitão Óbvio. Se não tem nada para dizer diga: “Como Confúcio disse, merda faz flores crescerem e isso é lindo”. Ou “Como Confúcio disse, virgindade é como bolhas. Basta cutucar e ela se vai” ou ainda “Como Confúcio disse, calcinhas não são a melhor coisa do mundo, mas ficam bem próximas disso”. Confúcio disse coisas demais.
Filosofia

A Filosofia não é como a ciência, onde se você se concentrar em Newton, por exemplo, logo que você encontrar um sujeito obcecado com Einstein você será o bundão da sala. Em Filosofia, mesmo dizendo algo completamente diferente de todos, um filosofo dentro de seu sistema de pensamento está certo. Ao menos possui lógica interna. E, lembre-se dessas palavras: “após o mundo pós-moderno fragmentar e relativizar a noção de verdade e conhecimento, mostrou-se que nossos sistemas por mais refinados que sejam jamais poderão nos dar um conhecimento da coisa-em-si, que nunca teremos contato. Resta que tudo é uma amálgama de conhecimento a priori e a posteriori que podem nos levarmos a lugar nenhum”. O que isso quer dizer? Não estou certo, mas uma parte é que não há verdade.
Especialize-se em um filósofo e aprenda uma ou duas frases deles, período histórico e principal obra (veja na Wikipédia). Improvise no meio da conversa e critique qualquer outro. Simples. Por exemplo, você acabou de ver Juno e tem uma discussão sobre aborto com seus amigos. Você é um especialista em Platão, improvise, cite o mundo das idéias, que a idéia do bebê existe antes dele e que, portanto o aborto é anti-natural. Cruze os dedos e torça para ninguém lhe lembrar de que na Grécia, o aborto não era nem mesmo discutido, pois se nascia uma criança com defeitos eles simplesmente jogavam montanha abaixo.
Nota: Também critique a noção dos outros em filosofia. A maioria das pessoas mal conhece o campo e a equipara com “filosofia de vida” ou ainda puro pensamento abstrato, uma parte é, mas encha o saco deles citando Wittgenstein, Russel, filosofia analítica. E critique os existencialistas, apenas como uma forma de se divertir, “Sartre? Emo. Nietzsche? Über-emo!”.
Filósofos que você DEVE ter conhecimento: Platão, Aristóteles, Sócrates, Descartes, Kant, Nietzsche, Schopenhauer, Hobbes, Rosseau, Hume, Sartre, Hegel e talvez Marx.
Literatura

Ninguém hoje em dia escreve tão bem quanto qualquer clássico. Lembre isso a qualquer pessoa mesmo que ela nem queira saber. Ignore o fato de que os escritores clássicos diziam a respeito de sua própria época e escreviam em uma linguagem que espanta qualquer leitor moderno, mas que para a época era o padrão. Se um livro é best seller ele logicamente não presta. Cuidado! Se você for visto com um best seller na mão poderá ser muito ruim para a sua reputação. Se ganhar algum de presente pergunte para quem lhe presenteou se você pode trocá-lo. Claro que não precisa, mas você tem uma reputação a zelar.
Dica: Goste do cânone, lógico. Mas invista em literatura marginal, subversiva. Por quê? Se o cânone quase nenhum deles leu, imagina e literatura subversiva…Então aprecie os beats como Kerouak, Burroughs. Ou algum tipo muito específico de literatura. Japonesa (Haruki Murakami), Hebraica (Amos Oz), etc.
Você DEVE fingir ter lido: James Joyce, Kafka, Proust, Machado de Assis, Cervantes, Hemingway, Orwell.
Música
Música é a harmonia das esferas, uma arte humana matematicamente complexa. Aproveite e cite que para Schopenhauer e Nietzsche eram as mais elevadas formas de arte. Lembre-se que um sujeito altamente inteligente tende a desprezar a produção artística de seu tempo e prefere os caras mortos.
Despreze o funk, sobre o qual “não emitirei juízo, pois nem música é”. E esnobe o rock, “é uma prova de que qualquer um pode fazer música, até analfabeto”. MPB convém gostar pois socialmente é ouvido pelas classes mais abastadas e uma pessoa inteligente sabe que é muito importante tê-los como amigo, mesmo achando as composições todas iguais e usando os mesmos acordes.
Mas claro toda regra tem suas exceções: The Beatles, Rolling Stones, por exemplo são bandas que uma pessoa inteligente pode gostar. Radiohead entre as atuais, por fazer um “rock inteligente” também.
Você DEVE gostar de: Beethoven, Mozart, Bach, Haendel, Rachmaninoff, Camille Saint-Saëns, Vila Lobos, ou se especialize em um nicho como “rock dos anos 70″, “musica pop dos 80″ e seja extremamente chato ao comparar com o “deserto contemporâneo de boas composições”.
Se seguir tudo isso, conseguirá fingir inteligência em diversas áreas. Parabéns, meu caro. Agora pode dar um tapinha em suas próprias costas. Mas se nada disso der certo, a melhor forma de se sentir inteligente será sair com uma loira.
Autor: Ibrahim Cesar (trecho retirado do blog: http://1001gatos.org/)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A falha do absoluto
que seduzia o passarinho,
foi por ele conquistado,
para construir seu ninho
E por mais que tentasse,
Não adiantava a utopia,
Não, o barbante não ajudava
No fecundo de sua cria
Então desencantou-se com tudo!
Qualquer barbante que via,
Não almejava mais...
Aos seus olhos não reluzia.
Daí calou-se o sabiá,
Em Pasárgada não parava de pensar,
Mesmo sendo alertado,
Que pra Terra de Palmeiras iria voltar.
Lá foi, tornou-se amigo do rei,
Teve a cama que escolhia,
Difícil era superar a saudade.
Lá ficar, não mais queria
Então voltou, e viu,
Que o barbante que antes não servia,
pra outro sabiá,
provou ter grande valia.
(Laís Portela)
